Conteúdo educativo • Cada situação exige prova individual
Ricardo e FerreiraAdvogados Associados

Ombro, braço e movimentos repetitivos

Quando levantar o braço, carregar peso ou repetir movimentos se torna difícil.

Lesões no ombro precisam ser relacionadas às tarefas efetivamente desempenhadas, à evolução clínica e às limitações que permaneceram.

Exemplo fictício para fins educativos

Luciana trabalhava diariamente com os braços elevados. Depois de tratamento e cirurgia no ombro, retornou ao emprego, mas perdeu amplitude, força e velocidade. Como continuava recebendo salário, acreditou que não havia nada a analisar. O ponto jurídico, porém, não seria apenas saber se ela trabalha, mas como a sequela repercute na atividade habitual e se há relação com acidente ou exposição ocupacional.

O impacto depende da atividade

Uma limitação moderada pode ter efeitos distintos para quem trabalha em escritório, na produção, na limpeza, na construção ou dirigindo. A comparação deve ser feita com as exigências reais da função.

Questões que precisam ser separadas

Afastamento

Existe incapacidade atual e temporária para a função?

Sequela

O tratamento terminou, mas restou redução funcional permanente?

Nexo laboral

O trabalho causou ou contribuiu para o adoecimento?

Longo prazo

A limitação duradoura gera barreiras relevantes ao longo da vida profissional?

O que reunir

  • Ultrassom, ressonância, relatórios, cirurgia e fisioterapia.
  • Atestados com restrições funcionais, não apenas o diagnóstico.
  • CAT, prontuário ocupacional, descrição das tarefas e afastamentos.
  • Documentos de readaptação ou mudança de setor.
Tendinite, bursite ou lesão do manguito não produzem, sozinhas, um resultado jurídico. A análise combina prova clínica, função exercida, permanência e contexto laboral.

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Triagem guiada

Conte o que mudou após a lesão.

A mensagem será organizada para o WhatsApp do escritório.

O preenchimento não confirma direito ou resultado.