Luciana trabalhava diariamente com os braços elevados. Depois de tratamento e cirurgia no ombro, retornou ao emprego, mas perdeu amplitude, força e velocidade. Como continuava recebendo salário, acreditou que não havia nada a analisar. O ponto jurídico, porém, não seria apenas saber se ela trabalha, mas como a sequela repercute na atividade habitual e se há relação com acidente ou exposição ocupacional.
O impacto depende da atividade
Uma limitação moderada pode ter efeitos distintos para quem trabalha em escritório, na produção, na limpeza, na construção ou dirigindo. A comparação deve ser feita com as exigências reais da função.
Questões que precisam ser separadas
Afastamento
Existe incapacidade atual e temporária para a função?
Sequela
O tratamento terminou, mas restou redução funcional permanente?
Nexo laboral
O trabalho causou ou contribuiu para o adoecimento?
Longo prazo
A limitação duradoura gera barreiras relevantes ao longo da vida profissional?
O que reunir
- Ultrassom, ressonância, relatórios, cirurgia e fisioterapia.
- Atestados com restrições funcionais, não apenas o diagnóstico.
- CAT, prontuário ocupacional, descrição das tarefas e afastamentos.
- Documentos de readaptação ou mudança de setor.